Brasil larga atrasado na corrida rumo ao 5G

Especialistas da indústria dizem que só veremos soluções em 5G no Brasil a partir de 2020

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) 
RICARDO AMPUDIA
 

Em julho, a 3GPP, entidade que define padrões de telecomunicações no mundo, definiu uma base técnica temporária nos padrões para o desenvolvimento do 5G - quinta geração de internet móvel, que, segundo especialistas vai revolucionar o setor.
Dada a largada para o desenvolvimento de equipamentos e infraestrutura, o Brasil ainda engatinha, atrás de países pioneiros em tecnologia. Nos Estados Unidos, Nokia e Verizon assinaram um acordo de US$ 3,5 bilhões para implementação de 5G massivo. Na Coreia do Sul, já foram feitos testes com 5G em fevereiro.
Especialistas da indústria dizem que só veremos soluções em 5G no Brasil a partir de 2020. O consumidor só teria acesso um ano depois.
"Historicamente, o Brasil não é dos primeiros a adotar tecnologia de ponta no mundo, por razões macroeconômicas, com dificuldade de entraves fiscais e baixo retorno de investimentos", diz Roberto Medeiros, diretor de desenvolvimento de produtos da Qualcomm.
A Anatel, agência reguladora do setor, afirma que está em fase de consulta pública sobre a adoção das frequências 2.3GHz (gigahertz) e 3.5GHz para o 5G e espera realizar a licitação em 2019. As faixas de menor alcance, de 24 a 27,5 GHz, importantes para automação industrial, ainda não têm previsão de consulta pública ou licitação antes de novembro de 2019, quando deve se definir o padrão oficial do 5G internacionalmente.
Entre os problemas que podem retardar o avanço da tecnologia está a alta carga tributária, que onera os investimentos, já elevados. Vislumbra-se também entraves estruturais, pois será preciso adotar tecnologias de ponta que dependem de uma rede ainda em fase de implantação no Brasil.
A rodada definitiva de padronização internacional deve acontecer no final de 2019.


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