13º salário deve injetar R$ 170 milhões na economia local

Comércio deve ser um setor beneficiado com as compras para o Natal e Ano Novo

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Da reportagem
Comércio de Araraquara deve ganhar com a chegada do 13º salário 

 

O final de ano está chegando e os trabalhadores com carteira assinada devem receber o 13º salário. Em Araraquara estima-se que o valor deve ser pago a 74 mil pessoas e injetar R$ 170,5 milhões na economia local, segundo estudo realizado pela assessoria econômica da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) e pelo Núcleo de Economia do Sindicato do Comércio Varejista de Araraquara (Sincomercio).

A cifra representa um aumento de 0,45% em relação ao impacto aferido em 2016. No cálculo, não foram considerados os recursos de aposentados e pensionistas, que receberam o 13º antecipadamente. O levantamento tem como base os dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

De acordo com a assessoria da FecomercioSP, o valor é uma estimativa máxima, mas é importante considerar que nem todos os trabalhadores recebem o 13º salário nos meses de novembro e dezembro. Outra observação é sobre a impossibilidade de prever com precisão quanto desse montante será efetivamente alocado na economia da cidade. Da mesma forma, não é possível projetar quantos consumidores residentes em outros municípios podem optar por gastar esse recurso extra em Araraquara.

Apesar das ponderações, a economista do Sincomercio, Délis Magalhães, frisa que o número de consumidores que acaba efetuando compras no comércio local com esses recursos é grande, principalmente em dezembro. “Por isso, os lojistas devem aproveitar a oportunidade para investir em atrativos, uma vez que em dezembro o comércio costuma faturar de 20% a 30% mais do que nos demais meses”, afirma.

A estimativa é que cerca de 1/3 do 13º salário seja destinado ao consumo, principalmente na compra de presentes e nas ceias de Natal e Ano Novo. O restante é dividido entre o pagamento de dívidas (em atraso ou não) e uma menor parte para poupança.
 


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